Moçambique: Violência crescente força mais de 100.000 pessoas a fugir
Nas últimas duas semanas, Moçambique registou um aumento abrupto de ataques violentos perpetrados por grupos insurgentes, forçando mais de 100.000 pessoas a abandonar as suas casas, sendo a maioria crianças.
O número de deslocados internos (PDI) no país tem aumentado de forma acentuada nos últimos dias, com pelo menos 107.000 pessoas a fugirem da violência, sobretudo no norte de Moçambique.
Segundo a ONU, os movimentos mais significativos ocorreram nos distritos de Erati e Memba, em Nampula. Dois terços dos refugiados são crianças, destacam as autoridades internacionais.
Especialistas afirmam que os ataques, particularmente no norte, têm-se intensificado este ano e atingido um nível de continuidade incomum, com algumas áreas a sofrerem ataques durante semanas, em vez de confrontos esporádicos e curtos.
A UNICEF revelou ainda que, pela primeira vez em quatro anos, ataques ocorreram no distrito de Palma, em Cabo Delgado.
As populações deslocadas enfrentam uma grave escassez de ajuda humanitária. Os estoques de alimentos e kits de saúde estão rapidamente a esgotar-se, enquanto os programas de assistência lutam para suprir as necessidades crescentes dos refugiados com os fundos disponíveis.
Desde 2017, mais de 1,3 milhão de moçambicanos foram deslocados pela violência de grupos armados não estatais.

Leave a Reply